No dia 13 de junho de 2004, na suíte 11 do Refúgios Motel, a jovem Rosana de Farias Silva, de 26 anos, foi morta com um tiro no rosto. Cleldney Silva Costa, de 29 anos, que estava em companhia na vítima, foi denunciado pelo Ministério Público como o autor do crime, apesar de que ele ter afirmado que o disparo foi acidental.Quase três anos após o crime, familiares e amigos de Rosana continuam clamando por justiça, uma vez que o autor se encontra em liberdade graças às brechas da lei. Cleldney teve sua prisão preventiva decretada, porém a defesa conseguiu revogá-la junto ao Tribunal de Justiça de Minas de Gerais. Indignada com tal decisão, a família de Rosana questionou o Ministério Público sobre o benefício concedido ao réu.Em contato com a reportagem, Juberto Santos de Oliveira, amigo da família e ex-namorado de Rosana, contou que os pais da vítima não acreditam na versão apresentada pelo autor de que teria ocorrido um acidente naquele dia. Segundo eles, Cleldney teve a intenção de matar a jovem. Na denúncia do MP, o promotor Válter Shigueo Moriyama ressalta que toda a prova confirma que o denunciado assassinou dolosamente a vítima, inclusive, se não tivesse esse interesse, teria permanecido no local do crime.Os parentes de Rosana não se conformam com a morosidade da Justiça em relação ao caso, pois até hoje não houve julgamento e o réu permanece em liberdade. “A morte de Rosana não ficará em vão. Continuaremos em busca de justiça e só descansaremos quando este criminoso estiver preso”, disse Maura Rosa de Faria, mãe da vítima.Quanto a versão de que houve um disparo acidental, parentes de Rosana acreditam que trata-se de uma armação da defesa para deixar mais um criminoso impune. “Chega de impunidade. Queremos justiça”, frisou um familiar.
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Na foto, Rosana ao lado do ex-namorado Juberto
Colaborador-Jornalista Luiz Muilla