Entregador de marmitas encontrou o corpo e acionou os familiares da vítima

O aposentado Roberto Ferreira Martins, o “Beto”, de 53 anos, foi assassinado com um tiro à queima-roupa na cabeça, provavelmente na noite de segunda-feira (19), em sua residência, na Avenida Minas Gerais 2200, em frente ao Colégio Estadual. Ele não era casado e morava sozinho. Para a polícia, trata-se de um crime de latrocínio, uma vez que aos móveis da casa estavam todos revirados e alguns pertences da vítima foram levados, inclusive um computador e um carro, que tinha sido localizado na terça-feira (20).O corpo do aposentado foi encontrado pelo entregador de marmitas Márcio Aparecido Pereira por volta do meio-dia de quarta-feira (21), na sala da residência. Segundo contou ao Jornal Gazeta, até segunda-feira tudo estava normal, porém, terça-feira e ontem ele notou algo estranho, pois Roberto não tinha avisado nada. “Na terça, estive duas vezes na casa, apertei a campainha várias vezes, mas o Roberto não saiu. Como não vi o carro, achei estranho. Ao voltar ontem, novamente não fui atendido e resolvi entrar, encontrando o seu corpo na sala. Imediatamente procurei seus familiares para contar o fato”, detalhou Márcio Aparecido, que entregava marmitas para “Beto” há cerca de três anos.Vizinho da vítima, Gilson Silva Oliveira afirmou que na terça-feira sentiu a sua falta, chegando a pensar que ele estivesse viajando, porque o seu carro não estava na garagem. “Na noite de segunda eu estava trabalhando, mas não tive informações que alguém tenha escutado algo”, disse. Segundo revelou, nos finais de semana o aposentado gostava de promover festas com amigos, no entanto, não incomodava a vizinhança. “Era uma pessoa tranqüila”, falou Gilson.Na manhã de anteontem, a Polícia Militar registrou uma ocorrência de um Palio abandonado próximo a um supermercado no Bairro Gutierrez (Santa Helena). Nesta quarta-feira, ficou constatado que era o veículo de Roberto Martins.O delegado de Homicídios, Hamilton Tadeu de Lima, instaurou inquérito para apurar o latrocínio. Os investigadores deram início aos trabalhos com a busca de pistas na residência da vítima, que estava com os móveis todos revirados e com alguns objetos quebrados. A arma usada no crime não foi encontrada no local. Ainda ontem a equipe “Cascavel” ouviu duas pessoas que freqüentavam a casa de “Beto”, a sua empregada e um jovem que manteve um relacionamento amoroso por mais de um ano com o mesmo. Este último veio de Santa Catarina e tem passagem pela polícia.

FANATISMO
Roberto Ferreira Martins era um verdadeiro apaixonado pelo Sport Clube Corinthians Paulista, o que fica evidenciado logo na entrada da sua casa, onde há estampada uma bandeira do Timão e uma imagem de São Jorge, padroeiro da equipe. O aposentado destinou um cômodo de sua casa somente para o Corinthians, onde guardava inúmeras bandeiras, camisas, bonés, entre outras coisas ligadas ao seu clube do coração. “Quando o Corinthians perdia, eu aproveitava para “cornetar” ele, que não gostava muito”, confidenciou o entregador de marmitas Márcio Aparecido.A vítima deste latrocínio também era apaixonada por animais. Em casa, criava cachorros, coelhos e pássaros.
Colaboração-Jornalista Luiz Muilla